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Investimento

out

15

2020

Santos diz que startups precisam ter time forte e conhecer bem os mercados que estão endereçando

O mercado investidor vai estar de olho nas retailtechs em 2021, projeta especialista

Que crise, que nada. Levanta a cabeça e olha para frente, pois as oportunidades são imensas. Esse é o conselho do consultor de varejo, investidor e mentor de startups, Eduardo de Araujo Santos, para os varejistas que querem se reinventar. Gaúcho e morando há 20 anos em São Paulo, ele trabalhou durante 13 anos na Accenture, atendendo grandes empresas de varejo e bens de consumo. Em 2013, começou a se aprofundar pelas oportunidades de transformação geradas pelas startups, como as retailtechs, as startups de varejo, e hoje atua ativamente nesta área. Para Santos, esse é um mercado altamente atrativo para investimento, mas, o cenário de incerteza exige muita atenção de todos. “Recursos existem, mas tem muita startup correndo atrás. Os investimentos irão para os bons projetos e para os empreendedores que souberem montar um time altamente qualificado e com conhecimento do mercado que desejam endereçar”, aponta.

GROW+ – O varejo foi uma das verticais do mercado que mais precisou acelerar nessa pandemia. Isso se refletiu em oportunidades de investimentos nas retailtechs?

Eduardo de Araujo Santos – Certamente. Há uma perspectiva importante de investimentos para as retailtechs em 2021, pois o varejo precisa continuar se transformando. Nos primeiros meses do próximo ano teremos muita gente focada em aportar recursos nesta área. É o momento de as retailtechs se apresentarem. Algumas já estão bem preparadas e crescendo, e os investidores, ao perceberem isso, farão aportes para ajudar essas operações a escalarem. Esse ano foi um momento para as empresas conseguirem sobreviver. Mas, daqui para frente, as que estiverem vivas, vão acelerar. Estou otimista.

GROW+ – Investir em startups é, definitivamente, um bom negócio neste cenário de baixa rentabilidade das aplicações tradicionais?

Santos – Certamente. Mundialmente, esse mercado tem uma liquidez imensa. Com os juros baixos, as pessoas estão buscando alternativas de investimentos mais rentáveis, o que faz desse momento altamente favorável. Recursos existem, mas tem muita gente correndo atrás. Só os bons projetos conseguirão performar.

GROW+ – O que tem atraído mais a atenção dos investidores hoje em dia em uma jovem operação?

Santos – O investidor olha, primeiramente, o time. Esse é o grande diferencial. Outro ponto é o quanto os empreendedores e a sua equipe conhecem do varejo e entendem as dinâmicas desse mercado. Você tem um ponto de vista bem construído sobre temas que atingem o setor? Dominar a tecnologia é importante para as retailtechs, mas isso já virou quase commoditie. Temos que ter a lógica da tecnologia com a visão do negócio.

GROW+ – Como você avalia a reação do varejo à pandemia?

Santos – No varejo essencial, não tivemos crise. Supermercados, farmácias, lojas de materiais de construção e petshops passaram muito bem por esse período, e até tiveram incremento de vendas. As perspectivas para essas mercados são imensas. Da mesma forma, as companhias que se estruturaram há algum tempo com seus laboratórios de inovação, que estão ativas na conexão com as startups, também cresceram. Mas, claro que o contexto acelerou tendências. Já tínhamos muitas retailtechs se destacando, o setor sabia da necessidade de inovar, mas muitos players ainda achavam que ia demorar, por exemplo, para o e-commerce se tornar essencial. Já quem não tinha feito esse movimento ainda, sofreu mais. O momento é muito marcado pela pandemia, os movimentos são muito no curto prazo. A gente já não lembra como era o mercado em março de 2020 e não sabemos como será dezembro. Mas, é importante levantar voo e não perder a perspectiva maior de crescimento.

GROW + – Na sua visão, startups estão navegando bem por essa onda de oportunidades? 

Santos – As startups também precisam entender esse movimento e acelerar os seus negócios. Só assim vão conseguir acompanhar o ritmo. O mercado não está mais buscando o mesmo de antes da pandemia. Tem dores que acompanham o setor há 20 anos, mas é fundamental entender e se antecipar as dores do varejo no futuro próximo.

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