Empreendedorismo

dez

07

2020

Tecnologias como as de Realidade Virtual e Aumentada serão cada vez mais usadas para impactar diretamente a vida das pessoas

MedRoom, acelerada pela GROW+ e investida pelo Healthplus, é adquirida pela Ânima Educação

A MedRoom, líder em Realidade Virtual no Brasil e com o mais completo modelo do corpo humano em 3D do mundo, vai alçar voos ainda mais altos a partir de agora. A startup acelerada pela GROW+ e investida pelo Healthplus, cluster de saúde da empresa, acaba de ser adquirida pela Inspirali, vertical da Ânima Educação, uma das maiores organizações educacionais privadas de ensino superior do País com cerca de 140 mil estudantes em diversos estados.

A aquisição milionária, mas cujos números não podem ser divulgados, coroa uma jornada de sucesso dos empreendedores Sandro Nhaia e Vinícius Gusmão. “É com orgulho que olhamos para o passado, e com um olhar de evolução que encaramos o futuro”, comenta Nhaia.

O vice-presidente de Crescimento e Educação Continuada da Ânima Educação, Guilherme Soarez, afirma que quer levar a MedRoom para o portfólio da Inspirali está em linha com o DNA da empresa de oferecer aos alunos uma educação de qualidade, com conteúdo robusto alinhado com o que há de mais moderno em tecnologia. “Nossa missão é desenvolver esses jovens para o mercado de trabalho com experiências e vivências do dia a dia da profissão, por meio de metodologias e ferramentas inovadoras”, explica.

A MedRoom continuará atendendo outras empresas, além do ecossistema Ânima Educação, focada sempre na ampliação das soluções tecnológicas para área de saúde. “Nos tornamos parte da Inspirali e isso nos permitirá atingir novos degraus de excelência no nosso desenvolvimento, impulsionando nossos sonhos e acelerando a transformação da área educacional no Brasil e no mundo. Agradeço muito a todos que contribuíram para que chegássemos até aqui em tão pouco tempo”, destaca Nhaia, fundador da MedRoom.

GROW+ foi a primeira investidora da MedRoom

Vinícius Gusmão e Sandro Nhaia são os empreendedores à frente da startup

Uma parte importante da história da MedRoom, adquirida pela Ânima Educação, está vinculada ao ecossistema da GROW+, uma das principais aceleradoras de startups e gestora de investimentos do País, liderada por Paulo Beck, Cristiano Englert e Andréia Dullius Verschoore.

Há quatro anos, eles conheceram os empreendedores à frente da startup. Na época, os jovens tinham apenas um power point nas mãos com a ideia do produto que queriam criar – uma solução que permite simulações médicas sofisticadas usando óculos de Realidade Virtual.

O CEO da GROW+, Paulo Beck, comenta que estava decidido a direcionar o foco da operação para as scale-ups, as startups que já estão com produto pronto, monetizando e crescendo no mercado. Mas, não resistiram à força da MedRoom, que acabou sendo uma das últimas em estágio mais inicial a serem incorporadas ao portfólio.

O executivo gosta de usar a analogia do jóquei e do cavalo para explicar essa aposta. “Cavalo bom com jóquei ruim, muitas vezes não vai para a final. Mas jóquei bom com cavalo ruim, está sempre na final. Foi um case bonito e que mostra a força do empreendedor em transformar um produto ainda em fase inicial em um algo realmente diferenciado”, observa Beck.

Sandro Nhaia e Vinícius Gusmão participaram de uma seleção que começou com 238 startups de saúde. Ficaram entre as 80 selecionadas, e nas etapas seguintes entre as 40 e 20, até entrarem para o programa como uma das investidas.

A empresa recebeu R$ 250 mil de investimento, o primeiro da sua história, e participou de uma imersão de nove meses no programa de aceleração de startups da GROW+. “O nosso papel foi atuar nos bastidores, realizando um trabalho tático de ajudá-los a estruturar a empresa. Este é um case que mostra o poder destes verdadeiros super heróis que trabalham com visão e paixão todos os dias”, acrescenta o CEO da Grow+.

Nhaia fala com carinho desta relação. “A GROW+ foi muito importante para a MedRoom. Foi a nossa primeira investidora. Conseguimos dar os primeiros passos na contratação de time, espaço físico e compra de equipamentos adequados para trabalhar. Além do suporte financeiro, participamos do programa de aceleração que contava com dinâmicas para ajudar na estruturação de modelos de negócio e de mentorias que sempre agregaram  muito, com profissionais experientes do mercado”, recorda.

Startup adquirida pela Ânima Educação é mais um case de sucesso do Healthplus

Healthplus está instalado em um espaço com mais de 750 m² dentro do Tecnopuc

O mercado está aquecido para as healthtechs, especialmente em um ano em que a pandemia da Covid-19 fez com que todos os players acelerassem a sua oferta digital nesta área. Antes mesmo disto acontecer, a GROW+ já apostava neste mercado.

Por meio do Healthplus, instalado em um espaço com mais de 750 m² dentro do Tecnopuc, considerado o melhor parque tecnológico do Brasil, conecta empresas, startups e investidores para acelerar a inovação e inspirar novos produtos, serviços e modelos de negócios na saúde.

O case da MedRoom, adquirida pela Ânima Educação, é o segundo exit do Healthplus em um ano de atuação no mercado. “Já temos 50% de sucesso com as startups que investimos. Esse é um dos primeiros clusters focados em saúde do Brasil e, mais do que aporte financeiro, temos toda uma estrutura para oferecer mentoria para apoiar as startups na sua caminhada”, comenta Cristiano Englert, Chief Medical Officer da Grow+ e Head do HealthPlus Innovation Center.

Ele conta que, durante meses, o time da GROW+ realizou reuniões semanais com os empreendedores da MedRoom para apoiar tanto na modelagem dos negócios como na oferta comercial para o mercado. “Sempre procuramos conectá-los com o ecossistema e com os nossos investidores, que são verdadeiros mentores. O mérito desta jornada fantástica e toda deles, mas estávamos ali para tudo que eles precisassem”, diz.

Para ele, ver um projeto que há algum tempo era apenas um protótipo levar os empreendedores tão longe, é emocionante. “Nos sentimos muito honrados de fazer parte desta história e vê-los agora sendo comprados por um dos maiores grupos de educação do mundo”, observa Englert.

A MedRoom é um exemplo de que, através da tecnologia, é possível criar novas alternativas e dar acesso para um número muito maior de pessoas à saúde. “Vemos muitas soluções hoje em dia que entregam grande valor a cadeia de saúde, que em outros tempos demorariam alguns anos pra serem colocadas em prática. Agora, estão funcionando em uma escala gigantesca”, comenta Nhaia, destacando ofertas de Telemedicina e o uso de Inteligência Artificial pra ajudar nos diagnósticos. “Sistemas de educação a distância, impressão 3D e a própria Realidade Virtual e Aumentada, cada vez mais, serão utilizadas para impactar diretamente a vida de milhões de pessoas”, projeta o empreendedor.

Atraso e computador quebrado marcam o primeiro pitch

O primeiro investimento recebido pela MedRoom quase não aconteceu. No dia anterior ao Demoday, apresentação final da startup para os 40 investidores do fundo gerido pela GROW+, os empreendedores estavam em um cliente no interior de São Paulo, com voo marcado para sair para Porto Alegre às 16 horas. Mas, acabaram perdendo o voo.

Sem dinheiro para comprar as passagens, que estavam com um valor proibitivo, temeram pela apresentação. Mas, conseguiram um novo ticket para o dia seguinte de manhã. A Head de Inovação da GROW+, Andréia Dullius, lembra bem desse dia. “Eles me ligaram às 23 horas e realocamos a apresentação da MedRoom para ser a última da manhã seguinte”, conta.

Antes de embarcar, os jovens embalaram o computador e o óculos de Realidade Virtual que usariam na apresentação e pedimos para a companhia aérea colocar o adesivo de frágil. Ao chegar a Porto Alegre, porem, mais tensão.

“Quando a gente abriu a mala, vimos que o computador estava quebrado, com as peças todas. Entramos em pânico, pois era o único computador que a gente tinha para a apresentação”, relembra Nhaia. O medo também envolveu quem torcia por eles naquele momento. “O gabinete do computador estava todo desmontado, tinha fios e peças soltas por tudo. Eu devo ter dito algo como: ai meu Deus, e agora? Mas o Sandro disse: não se preocupa, vai dar tudo certo”, recorda Andréia.

Vinícius Gusmão já estava fazendo o pitch para os investidores e Nhaia lá, tentando fazer a máquina funcionar. “Até hoje não sei como isso aconteceu, mas deu certo, o computador funcionou e conseguimos o investimento”, relembra.

Andréia diz que a solução que a MedRoom apresentou chamou tanta atenção dos investidores que a organização do evento precisou postergar o almoço em uma hora, pois todos queriam falar com eles e testar o MVP. “Se pudéssemos ver o eletrocardiograma de todos nós, de cada momento da jornada da MedRoom, ele certamente seria cheio de picos. Por termos sido os primeiros a investir e acreditar na proposta deles, assumimos o risco, mas também dividimos cada momento desta trajetória muito bonita deles”, conclui.

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