Soul.Med cadastra médicos voluntários para combate ao Covid-19

A Soul.Med, startup de meios de pagamentos focada em prestadores de serviços na área de saúde e bem-estar, está cadastrando profissionais de saúde voluntários dispostos à atenderem ocorrências e dúvidas surgidas por conta do Covid-19.

O atendimento não será cobrado do paciente. Mas, está sendo sugerida uma doação de R$ 20,00 cujo valor arrecadado será enviado para instituições que lutam contra o coronavírus. A Soul.Med nasceu em Santa Catarina, mas está instalada e tem a sua operação no HealthPlus, um cluster de empresas que desenvolvem tecnologias aplicadas à saúde, liderado pela GROW+ em parceria com o BioHub e o Tecnopuc.

A empresa tem sonhos ousados, como o de se tornar um dos primeiros planos de saúde virtuais do mercado, alimentado por novas tecnologias como Inteligência Artificial, Internet das Coisas e 5G. Mas, por agora, quer mesmo contribuir com todo esse cenário no Brasil.

Os médicos interessados em ajudar neste cenário de Covid-19 podem se cadastrar pelo site www.soulmed.tech. Eles vão se somar aos cerca de 360 que já fazem parte da plataforma para atender a população. Neste momento, as pessoas que entrarem poderão se cadastrar e acessar gratuitamente os serviços médicos que precisarem que oferecemos sem custos. “Os profissionais de saúde da nossa plataforma, que aceitaram ser voluntários neste projeto, estão prontos caso o paciente queira contratar uma consulta em telemedicina”, explica o fundador e CEO da empresa, Alcides Simioni. “Abrimos mão de todos os nossos honorários e custos da plataforma para, neste momento tão difícil, ter o maior número de médico dispostos a colaborar”, reforça.

A Soul.Med é uma plataforma de saúde particular com preços reduzidos – os médicos costumam dar descontos de 5% a 60% nas consultas em relação aos valores de mercado. Pelo app, o paciente

escolhe o médico e confere o preço da consulta. A partir daí, ele escolhe a data de agendamento de consulta, tudo on-line e dentro do aplicativo. Além disto, os usuários poderão usufruir de descontos em medicamentos, parcelamento de consultas e de procedimentos médicos, seguros e empréstimos para hospitalização.

Nem médicos nem pacientes precisam pagar nada para estar na plataforma e realizar os agendamentos das consultas. A monetização da startup, vem de um percentual cobrado do valor da consulta, anteriormente já acordado com profissional de saúde.

Já o serviço de telemedicina, prontuário digital, receituário digital, assinatura digital e seguro compliance, que é oferecido como um combo, é comercializado pela Soul.Med.

A startup atua também como uma fintech viabilizando operações como processamento de pagamento, com emissão dos cartões para clientes e usuários, faz a gestão de créditos nos cartões pré-pagos e adiantamento de salário dos pós-pagos e empréstimos pessoais para gastos com saúde. Os serviços estão disponíveis em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

“Somo uma fintech e uma healthtech. Atuamos como uma rede bilateral e nascemos para quebrar os gaps que existem entre médicos e pacientes”, aponta Simioni.

Recentemente, a Soul.Med, que tem como co-fundadora uma mulher, Adriane Martins Picolo, foi uma das 18 startups escolhidas recentemente para participar do programa WE I Women Entrepreneurship, liderado pela Microsoft.

E o futuro?

A startup tem como meta se tornar, até 2030, o primeiro plano de saúde virtual do Brasil. “Uma startup é disruptiva na medida em que você tenta realizar um sonho – e o nosso é criar o pronto atendimento através de Inteligência Artificial”, conta. É o antigo médico de família, que será possível por meio de uma série de novas tecnologias que estão ou estarão disponíveis no mercado.

A Soul.Med já está reunindo os dados para isso e a meta é conectá-los a sua solução ao 5G (quando ele chegar ao Brasil), Internet das Coisas e Inteligência Artificial. “A pessoa vai abrir a geladeira e ela vai avisar que a glicemia está alta e sugerirá um café da manhã mais adequado. Sem falar na possibilidade de marcar uma consulta médica. E isso é apenas o começo”, projeta Simioni.