Divulgação NanoScoping

Inovação

fev

18

2021

Startup conta atualmente com 12 colaboradores e 30 produtos no seu portfólio

NanoScoping mira em nanotecnologia verde para aumentar produtividade no campo

Para 78% dos brasileiros, o consumo de alimentos com agroquímicos é prejudicial à saúde humana e, para 72% deles, os alimentos produzidos no Brasil têm mais agroquímicos do que o necessário, conforme pesquisa do Instituto Datafolha de 2019. Mas, você sabia que a tecnologia pode ajudar a criar um cenário de maior produtividasde no campo e de menor risco para a saúde, ao viabilizar uma alternativa aos defensivos tradicionais?

É nisso que acredita a NanoScoping, empresa que utiliza a nanotecnologia para aumentar a performance de produtos de diferentes segmentos do mercado, como de pets e cosméticos, e que, recentemente, lançou a sua linha agrícola. Essa, aliás, é a grande aposta para o crescimento da startup em 2021.

Com ações inseticida, fungicida e bactericida, o portfólio da startup potencializa produtos agrícolas pelo uso de ativos naturais e nanotecnologia verde. “É uma linha nova, mas com grande expectativa de crescimento. O consumidor não quer mais alimentos com resíduos de pesticidas, além de estarmos cada vez mais conscientes de que os agroquímicos tradicionais provocam um grande impacto ambiental”, afirma a fundadora e CEO da NanoScopping, Beatriz Veleirinho.

Graduada em Química e Bioquímica Alimentar e doutora em Química pela Universidade de Aveiro (Portugal), a gestora comenta que, embora o Brasil tenha um tipo de agricultura que naturalmente dificulta o controle de pragas, a introdução de soluções mais ecológicas e com menor impacto pode ser um primeiro passo para redirecionar o setor rumo a um cenário mais sustentável. “Na Europa, por exemplo, há planos de diminuição e até proibição de uso de diversos agroquímicos no curto prazo. O Brasil ainda está no caminho inverso, mas temos que acreditar que esse cenário vai mudar”, analisa.

O lançamento da nova linha de produtos só foi possível graças ao investimento recebido pelo Finep Startup – programa do Governo Federal voltado a apoiar empresas inovadoras – no valor de R$ 1,25 milhão, o que permitiu uma ampliação na estrutura e no negócio da empresa.

Atualmente, a NanoScoping conta com uma capacidade produtiva de cerca de 1 mil quilos por dia de insumos nanotecnológicos.  Ao se inserir nesse novo setor, porém, a capacidade de escalonamento da startup deve mudar. “Com o agronegócio crescendo e a gente chegando em grandes indústrias, talvez tenhamos que estruturar uma segunda planta em um parque industrial”, prevê a empreendedora.

As nanopartículas da linha agro têm sido vendidas diretamente aos produtores, mas a ideia é também atingir a indústria para que possam utilizá-la em sua formulação e reduzir o uso de pesticida. Sem falar nas possibilidades de aumentar a produtividade no campo.

Dos laboratórios para o mercado

Fundada em 2014 por pesquisadores de pós-graduação na área de nanotecnologia, a NanoScoping dedicou os seus primeiros anos ao desenvolvimento empresarial e tecnológico. Neste período, participou de importantes programas de aceleração como o Inovativa Brasil e o Advanced Materials Competition – Berlim.

Em 2017, a NanoScoping foi incubada no Centro Empresarial para Laboração de Tecnologias Avançadas (CELTA), em Florianópolis (SC).  A instalação de sua planta industrial em um ecossistema que garante uma interação constante com atores como Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC),Fundação CERTI e Sebrae ajudou a dar robustez para a operação.

Acostumados apenas com o mundo dos laboratórios e da pesquisa, os fundadores tiveram a sua realidade rapidamente transformada ao participarem de um programa de inovação que previa recursos financeiros, capacitações e suporte para transformar ideias inovadoras em negócio.

“Passamos por todo o processo de criar os produtos para chegar ao mercado. No Sinapse da Inovação, tivemos o suporte de mentores para desenvolver nosso modelo de negócios e, em 2017, iniciamos a comercialização”, contextualiza Beatriz, que tem ao seu lado na liderança da strartup Letícia Mazzarino.

Aposta inicial foi na área veterinária

A primeira linha a ser comercializada foi a dermatológica veterinária. Com os insumos nanotecnológicos, os clientes passaram a ganhar mais eficiência e tempo de ação em seus produtos finais, em itens de higiene, tratamento e embelezamento dos pets, por exemplo.

A CEO da NanoScoping comenta um dos desafios presentes no início do negócio por trabalhar com um ingrediente ativo de uma indústria. “Temos um ciclo de vendas longo. Desde a indústria se interessar pelos nossos produtos até a conclusão das aprovações, pode levar anos”, diz. Com isso, a estratégia foi direcionar as vendas para farmácias de manipulação veterinária. E deu certo.

Depois disso, veio a criaçao de um portfólio de produtos para atender o mercado de cosméticos para seres humanos e, mais recentemente, a entrada no segmento de agronegócios, que deve direcionar o crescimento da operação nos próximos anos.

A startup conta atualmente com 12 colaboradores. Já são 30 produtos oferecidos ao mercado pela empresa nas áreas veterinária, nutrição, agrícola, desinfecção e cosmética. 


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